Planeta Saudável – Junho 2016

Alimentos fritos x assados

A grande batalha que parece não ter fim.

O óleo, quando consumido na quantidade adequada (2 colheres de sopa ao dia, já contando o que usamos para temperar alimentos), traz benefícios ao sistema cardiovascular, devido à presença das gorduras insaturadas (gordura boa).

Porém, se esse limite é ultrapassado, o resultado é totalmente contrário, podendo toda essa gordura se acumular no fígado e nas paredes das artérias, ocasionando diversas doenças, bem como infarto e AVC.

O alimento, quando frito, tem seu valor calórico aumentado em média em 150 kcal, o equivalente a quase três vezes mais do que quando ele é cozido ou assado. Além disso, o óleo passa por diversas transformações, devido à elevação da sua temperatura. Quando essa está muito alta, libera uma fumaça, e substâncias tóxicas nos alimentos. O ideal é descartar o óleo após o uso no lixo orgânico ou encaminhá-lo para reciclagem. Caso opte por reutilizá-lo, é importante filtrá-lo e não misturá-lo a um óleo novo e, na hora de guardar, colocar na geladeira para que não oxide. Caso esteja escuro ou com espuma, a opção é descartar.

É por estas e outras razões, e em busca de uma alimentação saudável com consequente qualidade de vida, que devemos trocar a panela com óleo pelo forno.

Na hora de preparar no forno ou na panela elétrica alimentos que originalmente seriam fritos, pode ser necessário colocar um pouco de óleo ou azeite para que não grudem. No caso das carnes, por exemplo, às vezes é preciso virar de lado para que cozinhem por igual.

Quanto ao sabor e à aparência, não há muita diferença; o que pode ocorrer é o alimento feito em um dos dois métodos acima ficar um pouco mais seco do que quando imerso em óleo, pois a gordura presente nesse sela os alimentos, mantendo a sua umidade.

Entretanto, quando vemos o valor calórico, podemos perceber como é importante fazer essa troca saudável. Por exemplo: o bife à milanesa frito tem aproximadamente 375 kcal, e o mesmo bife assado, 210 kcal.

Lembre-se, na hora de escolher o alimento, não necessariamente assado ou frito, mas como qualquer outro, siga a “lei” da reeducação alimentar – não há produtos proibidos, o que deve haver é bom senso e equilíbrio.

Por Fernanda Landim
Nutricionista, Colégio Pentágono – Unidade Alphaville

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