45 anos – Fernanda C. Baumstein

Fernanda C. Baumstein

“Neste ano de 2016, o Colégio Pentágono, que há seis anos me acolheu, faz 45 anos. Entre muitas histórias, eu gostaria de lembrar de uma delas: a viagem de Estudo de Meio para Minas Gerais, que não teria sido possível sem o colégio.

Em 2015, em pleno 7º ano, ocorreu a viagem de estudo de meio para Minas Gerais. Durante o ano inteiro, foi uma euforia coletiva porque todo mundo queria ter a experiência nova de ir num avião para outro estado, ficar num quarto separado com uns amigos (sem precisar ficar num lugar cheio de beliches, brigando pra ver quem dorme em cima, quem dorme embaixo), era tudo motivo de festa.

Assim que entramos no 1º bimestre, ficamos enchendo a professora Mônica,de Formação Social, sobre quartos, quando era a viagem, como era, o que faríamos, como seria a comida do lugar, e continuamos enchendo, enchendo e enchendo até chegar a viagem que todo mundo queria.

Desde uma semana antes até a chegada no aeroporto de Guarulhos, foi uma bagunça, mas o momento principal de tudo isso foi a chegada. Porque, depois de uma viagem longa de avião, depois de ônibus, chegar no hotel-fazenda e ter a oportunidade de explorar um pouco de tudo aquilo que a gente tanto esperou, foi incrível!

Todas as unidades estavam lá. Fomos divididos em grupos misturando todas as classes de todas as unidades e, como chegamos à noite, só deu tempo de ouvir o que os monitores tinham a dizer e arrumar as coisas para ir dormir em seguida.

Logo de manhã, tomamos um café rápido e cada um dos três grupos foi para uma cidade diferente. No meu caso, fui para Congonhas. Lá, não foi muita caminhada, tivemos a oportunidade de contemplar algumas obras maravilhosas de Aleijadinho e descobrir algumas histórias por trás delas, além de uma casa em que as pessoas deixavam pedidos para santos e agradecimentos também. As lembrancinhas, mesmo maravilhosas, foram o de menos no meio daquilo.

No segundo dia, Ouro Preto. Foi a viagem mais longa em termos de caminhada. Andamos muito e sofremos com as subidas e descidas que pareciam não ter fim. Passamos por algumas igrejas, recebendo informações sobre a arquitetura e a história do lugar. Passamos por uma senzala, que agora é um museu. Depois de um almoço maravilhoso, demos uma olhadela no Museu da Mineralogia, e terminamos a visita em uma feira de lembranças e esculturas.

Terceiro e último dia, Mariana. Conhecemos três importantes igrejas, sendo que uma delas estava em processo de restauração. Não chegamos a entrar em nenhuma delas e o ponto alto da visita foi a oficina de pedra sabão, na qual pudemos ser um pouco artistas, esculpir nessas pedras (que fazem um papel importante nas lojinhas turísticas) e conhecer um pouco das propriedades desse material. A oficina de carpintaria e as igrejas, além de um pelourinho, também foram pontos altíssimos da viagem. Depois, passamos por algumas últimas lojinhas e terminamos o dia na canseira.

Sempre que voltávamos das cidades e sobrava um tempo, tanto para jantar como para fazer outras coisas, as conversas eram altas nos salões. E as partidas de futebol, que tanto professores como alunos jogavam juntos, eram estonteantes, enquanto havia algumas pessoas pingadas pelos seus quartos e no salão de jogos.
Foi quase uma comoção geral quando acabou a última viagem, pois já sabíamos que, no dia seguinte, teríamos de partir para o aeroporto de BH para voltar para São Paulo, deixando guardadas na memória, com muito amor, todas as experiências que vivemos e que o tempo não desfez.”

Fernanda C. Baumstein, aluna do Ensino Fundamental II da Unidade Perdizes.