Dica de Leitura – Julho 2017

Educação Infantil Até 6 anos

Sai da lama jacaré
Autora: Graça Lima
Editora: Global

O livro é uma narrativa de imagens sobre a história de um simpático jacaré que era uma espécie de ônibus escolar para seus amiguinhos, já que eles estudavam do outro lado do rio. Quanta responsabilidade: levar os animais para a escola e garantir que não deixem nada para trás. Certo dia, depois de deixá-los na escola, o jacaré foi se divertir e acabou cochilando numa poça de lama. Sonhava que havia sido capturado por caçadores que o transformariam em bolsas, sapatos e roupas. Como será que ele vai escapar dessa? Será que os amigos podem ajudá-lo?

Por que ler para seu filho?
A cada página, encanta o pequeno leitor pela afetividade com que as cenas e os personagens foram construídos. A obra, considerada altamente recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) na categoria imagem, traz um bom ensinamento sobre a preservação da natureza para crianças ainda em processo de aprendizagem, uma vez que são elas mesmas que criam a história e podem compreender a importância da proteção ambiental. Assista o vídeo da autora no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=-LQfiDdRhD0 


No acervo on-line da Biblioteca do Pentágono:

Para descobrir outra história de jacaré, veja também: O jacaré e o sapo de Lilianna e Michele Iacocca. Editora: Ática

 

 

 

 

 

 


Ensino Fundamental I

O livro mais chato do mundo
Autora: Luciana Garcia e Vicent Villari
Editora: Reflexão, 2013.

O livro reúne sete histórias muito divertidas e malucas, com personagens conhecidos dos Contos de Fadas. Mistura elementos da atualidade com as histórias clássicas.
Você já imaginou o Lobo-mau como camelô? ou João e Maria Obesos?
No final você descobre porque o livro tem esse nome!

Por que ler para o seu filho?
Os contos de fadas ocupam lugar de destaque na literatura infantil ocidental. Através de suas histórias, somos transportados para lugares mágicos e secretos. Mas é importante conhecer outras versões de um mesmo clássico, ainda mais, quando são versões divertidas e atualizadas. Vocês podem instigá-los a criarem também, sua própria versão para esses personagens.

 

 

 


Ensino Fundamental II

Tempos de escola
Autor: Vários autores
Editora: Companhia das Letras, 1998.

Nesta antologia, grandes nomes da literatura brasileira – separados pela distância de até 130 anos – estão reunidos, por meio de uma cuidadosa seleção de memórias, contos e crônicas, que versam sobre as delicadas impressões de um período muito peculiar da vivência humana: os tempos de escola. Rico em lirismo, este livro da um novo tom a um período marcante na vida de todos nós e acrescenta ao imaginário do leitor a experiência de uma literatura fluida e envolvente.

 

 

 

 

 

 


Ensino Médio

Contos reunidos 
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil, 2013.

Esta coletânea reúne o conjunto de 28 contos de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), do primeiro ao último ano de sua trajetória como escritor, todos eles em traduções diretas do russo. Projeto único em se tratando deste autor, e procurando ser fiel ao espírito de sua obra, foi utilizada aqui uma concepção ampla de “conto”, que inclui também breves novelas, narrativas autônomas dentro de romances e peças jornalísticas com viés ficcional. Do amplo grupo de textos, dos quais vários são absolutamente inéditos no Brasil, traz uma visão renovada da obra do grande escritor russo – que colhia seu material em polêmicas literárias e políticas, em notícias do cotidiano e em suas próprias reflexões como “publicista” formador de opinião na sociedade russa, utilizando a narrativa curta como um verdadeiro laboratório de criação, inclusive para seus grandes romances, de Crime e castigo (1866) a Os irmãos Karamazov (1880). Além dos contos mais conhecidos do início de carreira, como “O senhor Prokhártchin”, “Romance em nove cartas” e “Uma árvore de Natal e um casamento”, destaca-se na coletânea a primeira narrativa breve publicada pelo autor, “Como é perigoso entregar-se a sonhos de vaidade” (1846), o conjunto de textos de ficção publicados em Diário de um escritor (periódico editado pelo próprio Dostoiévski entre 1873 e 1881), além das duas versões de “A mulher de outro e o marido debaixo da cama” e “O ladrão honrado” (1848 e 1860). O volume inclui ainda um belo texto de apresentação de Fátima Bianchi, da Universidade de São Paulo, que analisa a importância das narrativas curtas na obra de Dostoiévski, e uma cronologia detalhada da vida do escritor, mapeando a produção de cada um de seus contos, novelas e romances.


Para os Pais

O mundo sitiado
Autor
: Murilo Marcondes de Moura
Editora
: 34

Elaborado ao longo de muitos anos, num processo de múltiplas leituras e interrogações, O mundo sitiado: a poesia brasileira e a Segunda Guerra Mundial é um livro raro no panorama atual. Em primeiro lugar, pela amplitude de sua aposta crítica – flagrar a resposta dos poetas brasileiros ao acontecimento mais traumático do século XX – e, na sequência, pela fineza e eficácia com que Murilo Marcondes de Moura, professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo, encadeia seus argumentos. 
Após um capítulo inicial dedicado aos nexos entre a poesia de vanguarda e a Primeira Guerra Mundial, em que brilham as leituras de poemas de Guillaume Apollinaire, Wilfred Owen e Giuseppe Ungaretti escritos nas trincheiras, o autor passa a examinar as marcas do conflito de 1939-1945 na poesia de Carlos Drummond de Andrade, Oswald de Andrade, Cecília Meireles e Murilo Mendes. Nessa mudança de foco, a investigação crítica age como um poderoso prisma: parte do movimento intrínseco de suas respectivas obras para em seguida, ao situá-las diante do acontecimento histórico de escala mundial, acompanhar as refrações da guerra nos temas e na voz de cada escritor. 
Livro que parece conter muitos livros dentro de si, O mundo sitiado, ao confrontar guerra e poesia, abre um campo praticamente inexplorado em nossos estudos literários – e ilumina de forma aguda e original as relações entre linguagem, história, mito e participação política num momento central do modernismo brasileiro.