Até 6 Anos

Até as princesas soltam pum
Autor: Ilan Brenman
Editora: Brinque-book Laura é uma garotinha bem curiosa e uma questão a intriga: até as princesas soltam pum? Então o pai pegou o livro secreto das princesas e contou para a filha algo que ninguém sabia. Mesmo diante da realidade, Laura descobre que as princesas dos contos de fadas continuam a ser as mais lindas princesas. Qual será este segredo?

Por que ler para seu filho?
A curiosidade de uma criança é capaz de desvendar os mais incríveis mistérios. E é neste estilo que o livro vai abordar temas como ética, relacionamento familiar, fantasia, curiosidade e revisitar os clássicos. Através desta versão criativa e divertida sobre a intimidade das princesas dos contos de fadas, a história vai mostrar que todos somos bem parecidos. Um livro com belas e alegres ilustrações.Ilan Brenman é considerado um dos mais importantes autores de livros infantis do Brasil, ganhador de diversos prêmios e traduzido em vários países. Tornar-se princesa é um sonho comum entre as meninas. Tanto que Até as princesas soltam pum é sucesso também na Espanha e Coréia do Sul e ganhou uma versão para os palcos.


Ensino Fundamental I

Contos de enrolar
Autores: Rosane Pamplona e Nilton Bueno
Editora: Elementar, 2009 Contos de enrolar traz uma coletânea de histórias que brincam com a linguagem, enrolam a língua e enrolam o leitor, trabalham com repetições e brincadeiras com as palavras e porque nunca acabam.

Por que ler para o seu filho?
Essas histórias são do tipo que o povo gosta de contar. Crescemos escutando as vovós contarem e recontarem. Como uma forma de brincadeira, essas histórias tem a intenção de despertar na criança, por meio do aspecto lúdico da língua, a curiosidade, a perspicácia para certas sutilezas linguísticas, a vontade de ler e falar com desembaraço.

 

 

 

 

 

 


Ensino Fundamental II

Ponte para Terabítia
Ilustrador: Brito, Carlos
Editora: Salamandra.
Jess Aarons, um garoto de 10 anos, passou o verão treinando para ser o campeão de corrida da escola. Na volta às aulas, é ultrapassado por uma aluna nova. Os dois se tornam grandes amigos e criam um reino imaginário chamado ‘Terabítia’, onde governam soberanos, protegidos das ameaças e zombarias da vida cotidiana. Até que, um dia, uma fatalidade os separa e Jess precisa ser forte para enfrentar essa triste realidade.

Sobre a autora
A importância da obra de Katherine Paterson tem sido amplamente celebrada. Foi vencedora, em 1998, do Prêmio Hans Christian Andersen pelo conjunto das obras. Entre seus livros, estão Ponte para Terabítia, vencedor da medalha Newbery, em 1978, A grande Gilly Hopkins, Menção Honrosa Newbery e ganhador do Prêmio Nacional do Livro dos Estados Unidos, em 1979, e O mestre das marionetes, vencedor do mesmo prêmio, em 1977, e que faz parte desta mesma coleção no Brasil, publicada pela Editora Moderna. Filha de pais missionários, Katherine Paterson nasceu na China, onde passou parte da infância. Estudou nesse país e nos Estados Unidos, no Tennessee; depois, fez mestrado em Bíblia em inglês na Escola Presbiteriana de Educação Cristã, em Richmond, na Vírginia. Viveu quatro anos no Japão, onde trabalhou por dois anos como assistente de educação cristã com um grupo de onze pastores nas áreas rurais. Seus quatro filhos e os amigos deles têm lhe fornecido material para suas histórias sobre a vida familiar, que observa agudamente. Mora com a família em Barre, Vermont.

 

 

 


Ensino Médio

Triste fim de Policarpo Quaresma
Editora: Ateliê.
Quando este romance estreou, em 1915, nossa literatura oscilava entre o conservadorismo do século XIX e as inovações do século XX. Nesse contexto, o personagem Policarpo Quaresma encarna o nacionalismo tardio, uma alegoria de Lima Barreto contra o idealismo romântico. O autor satiriza o presidente Floriano Peixoto e a burocracia estatal, que simbolizam o início da República – celebrada como progressista, mas estruturalmente arcaica.

Sobre o autor
A importância de Lima Barreto (1881-1922) na literatura brasileira tem sido objeto de sucessivas reavaliações. A oralidade despojada de seus textos e o tom memorialista e de crônica jornalística foram duramente criticados por contemporâneos, como José Veríssimo e, ao mesmo tempo, serviram de atrativo para as vanguardas modernistas. Embora tenha morrido cedo, aos 41 anos, Lima Barreto deixou uma importante produção de romances, crônicas e contos. Testemunha ocular das convulsões políticas e sociais da República Velha, Lima Barreto foi um dos primeiros escritores a assumir sua negritude no Brasil. Ativista simpático ao anarquismo, descendente de escravos e protegido do Visconde de Ouro Preto, inseriu-se no mundo intelectual, mas foi considerado um escritor de segunda categoria. Análises posteriores, como a do professor Antonio Candido, diriam que Lima Barreto é um autor “vivo e penetrante”. E sua inclusão tardia no cânone dos grandes ficcionistas da língua portuguesa seria apenas uma das muitas contradições que caracterizaram sua vida e obra. Ao rever sua produção literária cem anos depois da publicação de Recordações do escrivão Isaías Caminha, seu primeiro romance, o que vemos é o gênio rebelde eternizado pela fúria quixotesca de Policarpo Quaresma e nas manifestações mais livres e reveladoras de seus contos.

 

 

 


Para os Pais

Triste visionário: Lima Barreto
Editora: Companhia das Letras

Durante mais de dez anos, Lilia Moritz Schwarcz mergulhou na obra de Afonso Henriques de Lima Barreto, com seu afiado olhar de antropóloga e historiadora, para realizar um perfil biográfico que abrangesse o corpo, a alma e os livros do escritor de Todos os Santos. Esta, que é a mais completa biografia de Lima Barreto desde o trabalho pioneiro de Francisco de Assis Barbosa, lançado em 1952, resulta da apaixonada intimidade de Schwarcz com o criador de Policarpo Quaresma – e de um olhar aguçado que busca compreender a trajetória do biografado a partir da questão racial, ainda pouco discutida nos trabalhos sobre sua vida. Abarcando a íntegra dos livros e publicações na imprensa, além dos diários e de outros papéis pessoais de Lima Barreto, muitos deles inéditos, a autora equilibra o rigor interpretativo demonstrado em Brasil: Uma biografia e As barbas do imperador, com uma rara sensibilidade para as sutilezas que temperam as relações entre contexto biográfico e criação literária. Escritor militante, como ele mesmo se definia, Lima Barreto professou ideias políticas e sociais à frente de seu tempo, com críticas contundentes ao racismo (que sentiu na própria pele) e outras mazelas crônicas da sociedade brasileira. Generosamente ilustrado com fotografias, manuscritos e outros documentos originais, Lima Barreto: Triste visionário presta um tributo essencial a um dos maiores prosadores da língua portuguesa de todos os tempos, ainda moderno quase um século depois de seu triste fim na pobreza, na doença e no esquecimento.

Sobre a autora
Nasceu em 1957, em São Paulo. É professora titular do Departamento de Antropologia da USP, Global Scholar na Universidade de Princeton (EUA) e curadora adjunta do Masp. Seu livro As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos ganhou o prêmio Jabuti de Livro do Ano, em 1999. Dirigiu a coleção História do Brasil Nação, em seis volumes (Objetiva/ Fundação Mapfre), sendo três deles indicados para o Jabuti. Foi curadora de uma série de exposições, entre as quais Um Olhar sobre o Brasil (2012, com Boris Kossoy) e Histórias Mestiças (2014, com Adriano Pedrosa), ambas no Instituto Tomie Ohtake.