Já dizia aquela velha canção, “sempre a mesma história, a luta por amor e glória”. Todos nós procuramos ser admirados ou, pelo menos, aceitos pelo grupo em que vivemos. E isso acontece especialmente entre os jovens que vivem uma fase intensa em busca de autoconhecimento e de afirmação. Muitos  querem, ainda, ser o centro das atenções, o primeiro a ser convidado para uma festa, o destaque em sala de aula ou a pessoa mais popular.

Nessa busca, os estudantes procuram se apresentar de acordo com o papel que imaginam causar melhor efeito entre os colegas e procuram um grupo do qual possam fazer parte e se sentir seguros. As patricinhas, os esportistas, os engraçados, os desencanados e os fofinhos são perfis que ultrapassam gerações.

Descobrir qual o seu melhor papel ou em qual grupo acontece o melhor “encaixe” pode se tornar uma tarefa desgastante para o adolescente que, não raro, sofre por isso. Sem contar que, muitas vezes, ele não se identifica com nenhum desses ou com outros agrupamentos.

É comum adolescentes que desconsideram o que são, que abrem mão de sua autoestima, de suas reais características, para ir em busca da aceitação pelo grupo.

O cuidado do Pentágono tem sido com a valorização e o fortalecimento da pessoa que está em formação.  Valorizamos  a construção de uma sociedade na qual as diferenças apareçam, já que os diferentes, assim como os populares, sempre fizeram parte da humanidade. E precisamos deles para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. Compreendemos as diferenças. E, somente assim, podemos ampliar o círculo de solidariedade.

A Base Nacional Comum Curricular confirma a nossa crença e aponta para as próximas décadas a necessidade de ensinar não só competências cognitivas como também competências socioemocionais, para fazer do mundo um lugar melhor e  para compreendermos a natureza humana. Nosso papel  no século XXI é identificar o que é necessário para uma cidade, um país, o planeta.

Muitas vezes, o adolescente que busca ser popular não está preparado para enfrentar o fato de não o ser. E como ajudá-lo?

Em primeiro lugar, valorizando essa diferença, de forma que ele se perceba, conheça as suas potencialidades e as supere. E, em segundo, valorizando a vida. Somos únicos, queiramos ou não.

É tarefa da escola e da família promover e possibilitar ao adolescente um ambiente saudável para a sua convivência social e para ser bem-sucedido nas atribuições e nos desafios do mundo dos adultos. 

O  reitor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT, Rafael Reif, afirma:  “Não procuramos os alunos populares, e sim os diferentes…São esses que se candidatam ao MIT, os que se divertem vendo como as coisas funcionam. Valorizamos a inteligência, a paixão, a curiosidade”.

Assim,o diferente, tanto quanto o popular, pode caminhar com mais tranquilidade, apoiado pela família e pela escola. Se ele valorizar a vida, se ele se perceber apoiado e valorizado pela família e pela escola, certamente exercerá sua diferença como ponto agregador na construção da sociedade que almejamos.

Marcly Castro
Orientadora Educacional 
Colégio Pentágono