Advogada Ana Paula Siqueira fez ciclo de palestras nas três unidades do Colégio e deu orientações para as famílias. Veja algumas delas

Entre os dias 23 e 25 de abril, o Colégio Pentágono foi palco de um ciclo de palestras sobre segurança digital e uso das tecnologias por crianças e adolescentes. Na ocasião, a advogada Ana Paula Siqueira, membro da Comissão de Direito Digital e Compliance e da Coordenadoria dos Crimes contra a Inocência da OAB/SP, visitou as três unidades do Colégio e conversou com os familiares dos alunos, dando recomendações sobre como lidar com a presença dos filhos no mundo digital.

O bate-papo com a especialista faz parte da programação do Colégio há alguns anos e integra os “Encontros entre Família e Escola”. Depois da conversa com os pais, ela também fez palestras às turmas do 6º ano.

Durante o encontro com as famílias, a advogada Ana Paula ressaltou que o uso correto da tecnologia traz inúmeros benefícios, especialmente para a aprendizagem — mas que, para isso, é fundamental tomar algumas precauções. Veja, abaixo, algumas das orientações dadas pela especialista nos encontros no Pentágono:

1. Saiba o que seu filho faz na internet

A tecnologia — especialmente a internet — traz consigo alguns problemas novos, que precisam estar no radar dos pais e das escolas. O cyberbullying, por exemplo, caracterizado por ataques, agressões e perseguições no mundo virtual, é um dos principais deles. Outros perigos citados pela advogada incluem o vazamento de fotos e vídeos privados, além do acesso a conteúdos inapropriados.

Para evitar todos esses problemas, a advogada defende que os pais devem, sim, saber o que os filhos fazem na internet. Segundo Ana Paula, estar atento ao que os filhos menores de idade fazem em seus smartphones e tablets não configura quebra de privacidade.

Uma alternativa é utilizar aplicativos de controle parental, que permitem que os pais façam o gerenciamento do uso de dispositivos pelos filhos, tanto restringindo acesso a conteúdos quanto controlando o tempo de tela. Alguns exemplos citados pela advogada são o FamiSafe e o Qustodio. Ana Paula, contudo, faz uma ressalva aos pais: “Controle parental ajuda, mas não substitui a sua presença”.

2. Busque o equilíbrio e invista no diálogo

Se há riscos no uso das tecnologias, é verdade que também há muitos benefícios. Ana Paula cita alguns: o aprendizado de forma lúdica, a melhora de resultados na escola, o despertar do interesse pelo conhecimento de novas línguas, aumento do desempenho de raciocínio lógico, contribuição para futura formação profissional e estímulo do senso crítico. Para as instituições de ensino, há a potencialização e ampliação da habilidade de ensinar, além da possibilidade de tornar as aulas mais interativas e divertidas.

“É demais bloquear toda forma de tecnologia. Acho que precisa mesclar”, recomenda a advogada. Para atingir esse objetivo, ela defende o diálogo “franco, direto e sem rodeios”: “Imposição de limites é o fator fundamental na proteção e crianças e adolescentes”, afirma.

3. Dê o exemplo

Outra preocupação comum por parte dos pais é o receio de que os filhos fiquem viciados nas tecnologias, o que pode atrapalhar a concentração nos estudos e, no caso das crianças pequenas, fazer com que percam contato com brincadeiras importantes para esta fase da infância.

Para contornar esse risco, a advogada afirma que um dos principais passos é dar o exemplo. “Os adultos têm que usar as redes sociais com consciência. Porque seu filho vai copiar o que você faz”, disse, ressaltando que as crianças tendem a imitar o comportamento dos pais.

4. Cada caso é um caso

Não existe um momento pré-definido para permitir que o filho use tecnologias digitais. De acordo com a advogada, essa escolha cabe apenas aos pais — e deve ser baseada naquilo que eles julgarem mais adequado. “Deu o celular? Ok. Não deu? Ok também. Você conhece o seu filho, e seu filho é único”, defende.

Veja fotos das palestras na galeria abaixo: