A hora do recreio já é, por si só, um dos momentos favoritos das crianças. Por mais estudiosa que ela seja, poder sentar com os amigos para conversar, brincar, dividir um lanche e se divertir é um dos momentos mais gostosos da rotina escolar. E ele se torna ainda mais especial quando acompanhado de música. 

Por isso, o Intervalo Musical anima tanto a nossa comunidade escolar. A atividade, que já é uma tradição no Colégio, esteve suspensa nos últimos dois anos e voltou com força total nas últimas semanas. 

O projeto teve início há mais de oito anos e contempla as turmas dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental. “A ideia surgiu levando em consideração a nossa linha de pesquisa sobre eixos musicais, que tem como base autores contemporâneos e clássicos com premissas em comum: de que os conteúdos musicais levam em conta audição, improvisação, composição e performance, sendo o último um ato essencial para o desenvolvimento artístico e social das crianças”, explica André Lindenberg, coordenador da área de Música da Rede. 

Com a proposta de integrar alunos de diferentes turmas e séries, o Intervalo Musical acontece sempre na última semana do mês, e proporciona aos estudantes a possibilidade de se apresentarem para os demais. “Os próprios alunos escolhem o que desejam apresentar. Claro que o foco costuma ser a música, dado o nome do projeto, mas é aberto para qualquer apresentação artística, como cênicas e visuais”, conta o educador. 

O assunto também é abordado em sala de aula, onde os professores falam sobre a importância da performance, do desempenho de apresentações individuais e em grupo, da oratória e postura de palco, primordiais para a vida acadêmica, e, também, sobre a formação do público. “Acaba sendo uma ferramenta para trabalhar o socioemocional, pois desenvolve a empatia, a autoconfiança, a autoestima, estimula o sentimento de superação, ensina a ouvir o outro e a explora os gostos pessoais e o senso crítico e estético”, afirma. 

No retorno da atividade, que contou com a participação dos Anos Iniciais, o repertório foi vasto: tiveram apresentações em grupo de canções já trabalhadas nas aulas de música, de artistas nacionais, como Tribalistas e Jão, de cantores pop como Rosa Lin e Imagine Dragons, e até Toquinho, com o qual os alunos do Coral Pentágono farão apresentação em novembro. “Os professores fazem uma curadoria para organizar o repertório do dia, pois temos uma limitação de tempo, mas é tudo focado em desenvolver a criatividade e respeitando os gostos de cada um”, ressalta. 

Lindenberg conta que as inscrições para o semestre se encerraram em uma semana, o que comprova a importância de atividades como essa dentro da rotina escolar. “O pesquisador de desenvolvimento da psicologia da música, John Booth Davies, diz que ‘uma peça musical adquire significado emocional a partir das circunstâncias em que é ouvida’. Uma atividade como essa, realizada na escola, local onde crianças e adolescentes passam a maior parte do seu tempo, com os amigos ao redor, cria um marco sonoro e um significado coletivo e individual para cada um. Sempre que ouvirem tal canção eles serão transportados novamente para o Colégio, criando uma memória afetiva que eles vão carregar para sempre”, finaliza. 

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