Até 6 Anos

Flop, a história de um peixinho japonês na China
Autor: Laurent Cardon
Editora: Panda Books

Certo dia, um menino resolve comprar um peixinho para ser seu animal de estimação e lhe dá o nome de Flop. Os dois amigos brincam, tomam banho juntos, e até o passeio pelas ruas é uma diversão. Porém, um fato inesperado dará um novo rumo a esta amizade tão especial. Após adquirir um animal de estimação e dividir com ele os melhores momentos de sua vida, o menino se vê diante de um dilema: libertar o peixinho ou continuar com ele no aquário? Nesta poética narrativa de imagem, são discutidos temas como amizade, liberdade e respeito ao próximo.

 


Por que ler para seu filho?

O livro revela, em cenas objetivas, os códigos universais de amizade e companheirismo. Nada muda o que um amigo sente pelo outro. Juntos, brindam a vida, sonham, aceitam as diferenças e as escolhas de cada um, pois sabem que esta grande amizade nunca será menor do que a distância. Neste livro-imagem, o autor Laurent Cardon traduz em ilustrações o que só conseguimos dizer com um abraço. É no silêncio e na compreensão que as grandes amizades se revelam.


Ensino Fundamental I

Rupi! O menino das cavernas
Autor: Timonty Bush

Editora: Brinque-book

Essa história nos conduz a uma visita ao final da Idade da Pedra, um tempo em que os homens viviam em cavernas e caçavam para se alimentar. Rupi era péssimo caçador. Mas, havia uma coisa que Rupi fazia muito bem, que era desenhar.
Os desenhos de Rupi ganhavam vida e isso mudou o cotidiano dele e de toda a sua tribo. No dia em que Rupi desenhou um touro selvagem, os homens começaram a plantar e foi então que eles fizeram uma descoberta. Está preparado para esta aventura? Então, leia e conheça mais sobre o tempo das cavernas.

 

 


Por que ler para o seu filho?

Esse livro aborda que, se não somos bons em alguma área da nossa vida, podemos ser bons em outra e isso pode mudar o ambiente em que vivemos. Outros temas trabalhados neste livro: sobrevivência, respeito à natureza, evolução da espécie, ecologia, preservação da espécie animal, trabalho e cultivo da terra, escrita rupestre, caça e muitas referências históricas.

Este livro foi muito bem avaliado por destacar temas transversais propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ministério da Educação e Cultura, e também fazer parte do programa Metas do Milênio 2, que tem como objetivo atingir o ensino básico universal, ou seja, o ensino de qualidade para todos e, assim, permitir a formação de adultos alfabetizados e capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais.


Ensino Fundamental II

Erik Vermelho e os vikings na América 
Autor: Helena Gomes
Editora: Berlendis.


Sinopse e crítica:

Não é à toa que, recentemente, tem-se evitado a expressão “descoberta da América”: em primeiro lugar, é claro, porque neste continente já havia milhões de habitantes indígenas. Mas há, também, uma segunda razão para isso. Muito antes de Cristovão Colombo fazer o  seu famoso “achado”, certos povos europeus… já conheciam  a América há séculos!

A narrativa desses eventos chegou até nós não como um livro escrito pelo que hoje chamaríamos de um historiador, mas em uma forma literária muito explorada nos países nórdicos durante a Idade Média: a saga islandesa.

Helena Gomes partiu da leitura das mais importantes sagas sobre a colonização Viking da América – a Saga de Erik Vermelho e a Saga dos Groenlandeses – para recriar sua própria versão dessa aventura.

 


Ensino Médio

Os sofrimentos do jovem Werther
Autor: Johann Wolfgang von Goethe
Tradutor: Oliver Tolle

Editora: Hedra

Sinopse e crítica:

Publicado em 1774, este livro imediatamente tornou célebre, aos 25 anos, o escritor e poeta Goethe (que, mais tarde, ficaria ainda conhecido por Fausto e tantos outros poemas e ensaios que escreveu). Trata-se de um romance epistolar, que narra a história de um fracasso amoroso com final trágico.

No livro, Werther, que se retirou ainda jovem para uma pequena cidade, apaixona-se por Carlota, mas a moça está comprometida com Alberto. Goethe publicou, em 1787, uma segunda versão do texto, na qual algumas cartas foram subtraídas e outras, acrescentadas ou deslocadas. A tradução anônima que aqui reproduzimos tem como base a primeira edição alemã de 1.774 e foi originalmente publicada, em 1821, em dois volumes pela Typographia Rollandiana de Lisboa, Portugal, com licença expressa da comissão da censura.

 


Para os Pais


Título:
D. Quixote – volumes I e II

Autor: Miguel de Cervantes
Tradutor: Sérgio Molina
Editora: 34

 

Sinopse e crítica:

Poucos livros são tão amados como D. Quixote de La Mancha. Uma enquete mundial, realizada em 2002, junto a uma centena de grandes escritores – entre eles, Salman Rushdie, Nadine Gordimer, V. S. Naipaul, Wole Soyinka, Paul Auster e Orham Pamuk – apontou-o, disparado, como o melhor da história da literatura.

 A obra-prima de Miguel de Cervantes é, ainda, unanimemente considerada um divisor de águas da literatura ocidental, uma criação que estabeleceu um novo marco de possibilidades, influenciando escritores como William Shakespeare, Laurence Sterne, Gustave Flaubert, Fiódor Dostoiévski, Hermann Melville, Machado de Assis, Franz Kafka, James Joyce, Thomas Mann, William Faulkner, Jorge Luis Borges e Mario Vargas Llosa.

O primeiro volume, publicado em 1605, inclui os mais famosos episódios protagonizados – e hilariamente comentados – por D. Quixote e Sancho Pança: o nascimento do anti-herói, saído das fantasias de um fidalgo que enlouqueceu de tanto ler livros de cavalarias, sua carnavalesca “sagração” como cavaleiro, a batalha com os moinhos de vento, o combate com os exércitos de carneiros e um rosário de duelos e desafios com os mais diversos e estranhos personagens, incluídos sangrentos odres de vinho. Mas o romance encanta, acima de tudo, por seu modo ludicamente revolucionário de narrar, interpelando o leitor desde as primeiras linhas, expondo as supostas peripécias do próprio escrito, trabalhando verdades e ficções com fina e impagável ironia. O livro inclui, também, diversas histórias paralelas, que se entrecruzam com as da dupla protagonista, entre elas a “Novela do Capitão Cativo”, considerado o texto mais autobiográfico de Cervantes, que recria episódios da guerra contra os turcos e do cativeiro em Argel que o autor, de fato, viveu. Também traz a história de Cardenio, o louco apaixonado, que impressionou profundamente Shakespeare, a ponto de ele escrever uma peça homônima, hoje desaparecida.

O segundo volume da obra, publicado em 1615, começa com o fidalgo recaindo em sua loucura cavaleiresca ao saber que suas primeiras andanças foram contadas em livro – e em um livro de grande sucesso! Sempre ao lado de Sancho Pança, ambos intrigados (e envaidecidos) com sua condição de personagens literários, D. Quixote se depara com vários leitores de sua história, muitos deles querendo ver sua loucura em ação, em cenários armados sob medida. Com isso, a situação se inverte: se antes D. Quixote projetava suas fantasias literárias na realidade, agora elas estão no mundo, por obra de seus leitores. Nesse cenário inquietante, a loucura de D. Quixote mostra novos alcances e Sancho sofrerá estranhas metamorfoses. No episódio mais famoso do volume, o lavrador sábio-tonto é posto à prova à frente de um governo fictício, que ele leva tão a sério que surpreende até os inventores da brincadeira. Este volume traz, ainda, o ponto máximo da ironia cervantina, ao dialogar com sarcasmo com uma certa continuação pirata de D. Quixote publicada pouco antes. É no salto entre o primeiro e o segundo Quixote que Cervantes virou a literatura do avesso, lançando, em um novo patamar, o grande jogo do qual todos nós, escritores e leitores, participamos.