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11/12/2016

Dica de Leitura – Dezembro/2016

Até 06 anos

O menino que aprendeu a ver
Autor: Ruth Rocha
Ed. Salamandra

O título desse livro poderia muito bem ser “O menino que aprendeu a ler”, faria sentido, pois essa é a história de como Joãozinho foi, aos poucos, reconhecendo no mundo (nos outdoors, nas placas de rua, nos jornais) as letras que a professora ensinava na escola. Mas seria um título burocrático, sem graça e sem poesia.

O que João não entendia eram as palavras. Então, chegou a hora de entrar na escola.

À medida que aprendia, o espanto de João, em vez de diminuir, crescia! Ele viu primeiro a letra A das placas, faixas e revistas. Depois, a letra D. Quando João percebeu… Adivinhe o que aconteceu?

Por que ler para o seu filho?

Em “O menino que aprendeu a ver” a gente vive, junto com o personagem, o milagre — a verdadeira visão — da descoberta das palavras, que não são, como pensava o Joãozinho, meros desenhos sem sentido.

E por falar em desenho, que lindos os que a Madalena Matoso criou para tornar ainda mais saboroso o texto da Ruth Rocha!

Além, é claro, do prazer de ler, criando o encantamento necessário para que eles tomem gosto pela leitura para toda a vida!


No acervo online da Biblioteca do Pentágono, temos:

Neste livro, “Nicolau tinha uma ideia” na cabeça e, um dia, ouviu a ideia de João. Então, passou a ter duas ideias na cabeça.

Depois disso, Nicolau falou com Maria, Pedro, Manuela… e passou a ter várias ideias. Aqui, as ideias são representadas por desenhos, e as crianças têm uma surpresa no final – uma página em branco,para que cada um possa desenhar seu próprio pensamento, participando da história…

 

 

 

 


Fundamental II

Cinderela Chinesa
Autor: Adeline Yen Mah
Ed.Companhia das Letras, 2006

Quinta filha de um milionário chinês, Adeline perdeu a mãe apenas duas semanas depois de nascer. Além de sofrer com a hostilidade dos irmãos, que a responsabilizam pela morte da mãe, Adeline ainda sofre com a indiferença do pai e a crueldade da madrasta. A segunda mulher de seu pai despreza os filhos do casamento anterior, que vivem pobremente, limitados a três refeições diárias e a apenas uma muda de roupa além do uniforme escolar. O pai ignora o que acontece em casa, deixando o terreno livre para a madrasta.

Por ter ousado contrariá-la e por apresentar um rendimento exemplar na escola, Adeline padece nas mãos dessa mulher, que parece ter saído diretamente da fábula “Cinderela”. Por isso, acaba num colégio interno, sem visitas nem presentes, e é nos livros que encontra refúgio para sua tristeza e solidão. É dessas leituras que vem sua redenção: aos catorze anos, ela se inscreve em um concurso internacional de peças teatrais para alunos de Língua Inglesa, e ganha. A partir daí, Adeline tem a chance de escapar do seu destino. O resultado dessa experiência extraordinária é “Cinderela chinesa”, best-seller internacional que fala com sensibilidade sobre a superação de uma infância extremamente infeliz.

Ampliando o repertório!

O livro nos ensina sobre a cultura chinesa, suas belezas e estranhezas. A narrativa tem partes muito empolgantes, o que nos incentiva a não parar de ler, fazendo do livro uma grande obra. Interessante, também, é que o livro contém a história da Cinderela Chinesa, em pictogramas e com tradução.

O capítulo “Pós-escrito” traz um resumo da vida da menina após o livro, mas a história completa está em “Falling Leaves”.


Ensino Médio

O apanhador no campo de centeio
Autor: Jerome David Salinger
Editora do Autor, 2012

Um garoto americano de 16 anos relata com suas próprias palavras as experiências que ele atravessa durante os tempos de escola e depois. Revela o que se passa em sua cabeça. O que será que um adolescente pensa sobre seus pais, professores e amigos?

Críticas

A obra, de um modo geral, aborda a perspectiva dos jovens modernos com relação ao mundo que os cerca e à sociedade em que estão inseridos.. Em 2005, o livro foi incluído na lista dos 100 melhores romances da

Língua Inglesa escritos desde 1923 da Times, e foi nomeado pela Modern Library e seus leitores como um dos 100 melhores livros da Língua Inglesa do século 20. O livro narra um fim de semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de dezessete anos vindo de uma família de classe média alta de Nova Iorque. Ele também é regado a lembranças da infância e de outros momentos da vida de Holden.

É um clássico da literatura contemporânea e, mesmo com toda a controvérsia que o envolve, a história inspirou músicas do Green Day e do Guns N’ Roses.

 


Para os pais

Feliz Ano Velho
Autor: Marcelo Rubens Paiva
Ed. Alfaguara/Objetiva, 2015

“Feliz ano velho” é o primeiro livro de Marcelo Rubens Paiva. Aos vinte anos, ele sobe em uma pedra e mergulha numa lagoa imitando o Tio Patinhas. A lagoa é rasa, ele esmigalha uma vértebra e perde os movimentos do corpo. Escrito com sentido de urgência, o livro relata as mudanças irreversíveis na vida do garoto a partir do acidente. Ele é transferido de um hospital a outro, enfrenta médicos reticentes, luta para conquistar pequenas reações do corpo. Aos poucos, se dá conta de sua nova realidade, irreversível. E entende que é preciso lutar. O texto expressa a irreverência e a determinação da juventude, mesmo na adversidade, e a compreensão precoce “de que o futuro é uma quantidade infinita de incertezas”.

Críticas

Feliz ano velho foi publicado em 1982 e é considerado um clássico da Literatura brasileira. A obra traz um retrato da juventude daquela época, contando não apenas dramas e tragédias. O autor também conta, de maneira bastante descontraída, sua vontade de ser um músico reconhecido e as aventuras de participar de festivais e até aparecer na televisão tocando e cantando com seus parceiros de banda, além dos shows fracassados na universidade. Ele conta também, sem pudores, sobre suas experiências sexuais e a quantidade de mulheres que fez parte de sua vida, tanto antes quando após o acidente. Ao lê-lo, entendemos o que se passa na mente de um tetraplégico, o quanto é difícil essa posição na sociedade. O autor atribui críticas ao nosso governo e ao nosso comportamento, dando-lhe um final impactante.

É uma obra pequena, envolvente e de leitura rápida!